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Amor, Sexo e Erotismo

Amor, Sexo e Erotismo

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29.12.20 | Inês

 

"Tenho para mim que o amor é o que há de mais importante no mundo. Analisar o mundo, explicá-lo, menosprezá-lo, talvez caiba aos grandes pensadores. Mas a mim interessa-me exclusivamente que eu seja capaz de amar o mundo, de não sentir desprezo por ele, de não odiar nem a ele nem a mim mesmo, de contemplar a ele, a mim, a todas as criaturas com amor, admiração e reverência."

                                              Herman Hesse

A carta que nunca te escrevi...

09.12.20 | Inês

Tu, de olhos vendados, armado em uma das mãos com um arco e flecha, e segurando, na outra, uma tocha, és um tanto ou quanto malicioso com as combinações que fazes, sabias?Tu que representas a juventude, imaturidade, irresponsabilidade, impulsividade, cegueira, força flamejante, sei o que me vais dizer...apenas segues as orientações da tua mãe.

Não quero mais sentir a dor da flecha que me atravessou o peito, nem as chamas que me corroem a alma e o corpo. Quero um sinal teu... diferente. Hoje preciso disso... devolve-me a esperança e a traquinisse, a leveza dos dias e traz de volta o brilho que a tua tocha queimou. Na ausência de qualquer sinal teu, seguirei o meu caminho e farei por esquecer aquilo que contigo aprendi. E, mesmo estando longe, estarei sempre aqui. 

 

A Inês está a escrever certo por linhas tortas

04.12.20 | Inês

Monólogos intermináveis ecoavam dentro da sua cabeça. Tentando sumprimi-los bebia mais um copo de vinho tinto. Ainda tinha consigo aquela garrafa de vinho alentejano que um amigo lhe trouxera.

Decidira transferir todos os monólogos para um caderno pequenino que a acompanha sempre. Tinha por hábito escrever à mão e só depois passar tudo para o computador. Dizia que as palavras lhe saíam mais depressa e tomavam um rumo diferente. Nem melhor, nem pior, apenas diferente.

Escrever para si nunca foi tarefa árdua. Não havia truques escondidos na manga. Era simples... escrevia com a alma e tinha imaginação suficiente para fazer dos seus monólogos internos verdadeiros contos. 

Lembrara-se do X, do seu ar impecavelmente fresco e bem vestido, dos momentos que viveram e os que caíram por terra. Já não sabia se tinha saudades dele ou dos momentos. Não sabia nem ia fazer nada para descobrir. Decidira que alguma inactividade seria necessária.

Um eco vazio era tudo o que a ausência dele lhe deixara no corpo. Todos os poros da sua pele pareciam gritar em silêncio e arder de saudade e isso... fustigava-a de uma forma absolutamente implacável. 

Queria sentir de novo a adrenalina subir pelo corpo, as loucuras a dois, os gemidos em uníssono e o medo de não saber o resultado de tudo isso. Conseguia ouvir as gargalhadas dele misturadas com as suas, a respiração ofegante e o desejo por mais... 

Fechou o caderno. Bebeu mais um copo de vinho e retornou a chamada do amigo que insistia em explicar-lhe o que são "fodas à Harry Potter" e da importância que elas têm na vida das pessoas.

  "ALOHOMORA para abrir as pernas e AVADA KEDAVRA para me deixar bem fodida Expeliarmus e .........desapareço!"