Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Amor, Sexo e Erotismo

Amor, Sexo e Erotismo

...

22.10.21 | Inês

Tu és o nó de sangue que me sufoca.

Dormes na minha insónia como o aroma entre os tendões da madeira fria.

És uma faca cravada na minha vida secreta. E como estrelas duplas consanguíneas, luzimos de um para o outro nas trevas.

Herberto Helder 

4 comentários

  • Imagem de perfil

    Inês

    24.10.21

    Etan...
    Não só conheço o poema como, por diversas razões, o sei de cor.
    A última vez que olhei para ele, antes desta tua partilha, foi no ano passado. Escrevi uma carta em que esse poema estava presente. No final, peguei num fósforo e deixei arder... Mas não esqueci o poema. No final, despi a roupa e apenas de roupa interior entrei no mar gelado e a flutuar deixei-me ficar de olhos postos no céu numa noite de lua cheia.
    E respondendo à pergunta do Bukowski .. sim, eu já chorei já e tu?
  • Imagem de perfil

    Etan Cohen

    24.10.21

    Sim já...
    Mas o orgulho, erguido numa certa visão masculina da vida, naquilo que me rodeia, no que investiram os que me criaram e que eu depois ajudei a cimentar com as minhas próprias opções de vida, afastaram-me dessa, aparente, e sublinho aparente, fragilidade para me defender da madrasta vida.
    Hoje, quando sinto que as nuvens se adensam e a tempestade vai estalar, liberto o meu pássaro azul: leio, releio muito, e escrevo, não tantas vezes como as que gostaria de fazer, mas admito ter essa necessidade para açaimar uma certa loucura, enfim, o vulcão que existe dentro de mim, dento de ti, e de tantos outros, que usam e abusam da escrita criativa que é libertadora, sagaz e completa porque nos tira dos projetos mais formais, colocando-nos numa dimensão fantástica, que Borges tão bem descreveu, e que só um homem com as suas limitações físicas conseguia penetrar no que todos os outros, afinal, não conseguiam ver…
    E, sem lágrimas para verter, acabo num pranto interior que se liberta com as palavras, mas estas dão-nos apenas uma ínfima parte do que os nossos sentimentos são capazes e que, todavia, haveremos de os filtrar e passar a usar com outra propriedade: ainda não somos um ser tão completo pese embora a nossa vaidade de pensar que o somos, estamos, como teologicamente se apregoa, muito longe do apregoado salmo“…à sua imagem, conforme a semelhança…”.
    Termino com uma canção que é um hino no Brasil, principalmente junto das classes mais esclarecidas e cultas, chama-se “ Tudo o que você podia ser” e quem a imortalizou foi o Milton Nascimento, a letra é sublime e os acordes não lhe ficam atrás!
    Boa semana Inês!
  • Imagem de perfil

    Inês

    25.10.21

    Olá, Etan
    Agradeço a partilha da música e das tuas palavras.
    Gostei muito.
    Boa semana.
  • Comentar:

    Mais

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

    Este blog tem comentários moderados.

    Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.