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Amor, Sexo e Erotismo

Amor, Sexo e Erotismo

Ando com dificuldades em expressar-me

20.06.21 | Inês

Expresso-me através da música e das folhas brancas que gosto de colorir. Olho para a caótica secretaria do quarto repleta de rabiscos e pensamentos. Tal é o estado de desorganização daquelas folhas que às vezes temo que seja um reflexo do meu caos interior e não do meu lado criativo que eu não quero controlar. 

Quem és tu, Inês?

Sou tantas coisas! E tantas coisas posso ainda ser. Não sei porque estou assim hoje. Nem tão pouco sei porque estou a escrever isto. Sinto que me faz falta. 

Este ano está a ser desafiador a vários níveis. Não há um único dia que não tenha de sair da minha zona de conforto. E quando me recuso a fazê-lo, chego mais tarde à conclusão que não devia resistir a isso. 

Poderia escrever sobre todos os encontros que tive neste dois últimos meses. Encontros só para fugir à solidão a que me fui habituando desde que mudei de cidade. Felizmente tive sorte porque são pessoas com quem se pode ter uma conversa agradável. E ficamos "amigos". Vamos falando. Deixei tudo bem claro de início e voltei a fazê-lo quando senti uma vibração diferente do outro lado. Verdade seja dita que senti sempre. Eu não senti atração e ainda bem. Consigo manter uma boa conversa e o distanciamento necessário. E eles não se afastam por isso. 

Mas depois apareceste tu. E tu, és a única pessoa a quem eu recusava o encontro mas que tinha vontade genuína de conhecer. Recusei várias vezes porque senti sempre que contigo não ia ser apenas um encontro. Despertavas em mim algo diferente. E não me enganei. Um dia disse sim e encontramo-nos. Foi arrebator. Após esse dia, falamos todos os dias e a sensação de querer estar junto dele aumenta de dia para dia. Mas eu não queria que assim fosse. Não agora. 

Agora que estou emocionalmente indisponível tinha de aparecer alguém que me virasse do avesso. Decidi que não podia ceder ao desejo que sinto e que o melhor seria continuar a sair com pessoas que eu sei à partida que não me fazem soar os alarmes todos. Ele não sabe a razão do meu afastamento. Ou talvez saiba mas é indiferente. O resultado disto foi fazê-lo correr atrás. E agora? Agora é ser racional e poderar muito bem os passos seguintes porque se não o fizer sei que me vou meter numa situação para a qual não estou preparada. Típico de quem viveu um realcionamento longo e que deixou marcas. 

Próximo date: Jantar online com o meu psicólogo. 

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