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Amor, Sexo e Erotismo

Amor, Sexo e Erotismo

Aquele lugar #1

10.04.20 | Inês

Acordou à hora habitual, deixou-se estar deitada na cama, enrolada nos lençois durante algum tempo, até colocar um pé de fora e, não sentindo frio, ganhou coragem para se levantar.

Gostava de dormir com roupa fresca mesmo nos dias mais frios, sentir os lençois na pele e o edredon quente que a cobria, dormia rodeada de almofadas e tudo isso tornava o seu levantar mais dificil mas proporcionava-lhe uma noite tranquila e por isso gostava de manter o ritual. 

Tomou um duche quente, escovou os dentes, preparou umas panquecas com morangos, kiwi e mel para o pequeno almoço e claro, não poderia faltar, o nespresso aveludado que tanto gostava.

Sentiu um pico de energia logo pela manhã, vestiu uns calções pretos, uma t-shirt branca e uma camisola rosa da adidas que tanto gostava, calçou as suas sapatilhas gazelle,fez uma trança no cabelo deixando algum cabelo solto e saiu de casa.

Precisava de caminhar um pouco e ver o mar. Caminhou até aquele lugar que sempre considerou como um refúgio. Era uma praia pequena, água morna todo o ano, e toda uma paisagem imponente que a faziam sentir-se em paz consigo e com o que estava à sua volta. 

Já descalça, tirou os calções e a camisola e entrou apenas de t-shirt e roupa interior nas águas quentes daquele mar. Estava sozinha. Tinha vontade de tomar banho apenas de roupa interior ou até despida mas conteve-se pois não queria que, caso alguém tivesse a mesma ideia que ela, a visse assim. 

Deixou-se estar dentro de água durante um bom tempo. Ali o tempo, não era importante. Embora não estivesse de férias, naquele dia,tinha todo o tempo do mundo para si, sem horários para cumprir. 

Saiu da água e agarrou a toalha que tinha dentro da mochila. Secou o corpo e assim que tira a t-shirt molhada repara que tem alguém a olhar para si. Ela não sabia quem ele era mas havia algo nele que a levou a acreditar que já se conheciam. 

Vestiu apenas a camisola e os calções, por cima da roupa interior molhada, e ainda descalça caminhou até sair do areal, sentando-se num banco de madeira, onde retirou toda a areia que trazia nos pés e calçou-se sem demoras. 

Aquele rosto que lhe parecera familiar não lhe saía da cabeça. Perdeu-o de vista mas ficou com a sensação de que iriam voltar a ver-se de novo ali, naquele lugar, onde os seus olhos se cruzaram de forma quase fulminante. 

Talvez já se tivessem cruzado antes e era apenas isso... uma sensação de «Deja vu» ...

 

 

 

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