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Amor, Sexo e Erotismo

Amor, Sexo e Erotismo

Não há coincidências

02.03.20 | Inês

O que fazes aqui?

Provavelmente o mesmo que tu.

Mas…Incomoda-te a minha presença?

Não. Claro que não.

Continuas linda sabias?

Desculpa mas vou andando, tenho muitas coisas a tratar hoje.

Espera!

Há tanto tempo que não sei nada de ti, gostava de estar mais um bocadinho contigo… O que tens feito? E o C como está? Continuam juntos?

Não. Já não estamos juntos.

A sério? Então? Vocês sempre foram doidos um pelo outro…

Pois. Fomos doidos um pelo outro disseste bem. Já não somos.

E tu? Namorada nova?

Sabes bem que sempre tive olhos apenas para uma mulher e continua a ser assim.

Sei? Então mas com tantas mulheres que vão passando na tua vida como podes dizer isso?

Sabes…eu tento, a sério que tento, mas só há uma que mexe mesmo comigo. Cheguei a pensar que também poderia ter algum efeito sobre ela mas a verdade é que já estava ocupada e nunca me deu qualquer hipótese. Sou mesmo um totó não sou?

Totó porquê? Por amares alguém? Não. És totó por nunca lho teres dito.

Teria feito diferença?

Bem, tenho mesmo de ir desculpa.

Estás de carro?

Não. Estou sem carro hoje. 

Anda miúda, eu levo-te a casa!

Inês entrou no carro, colocou o cinto e sorriu. Pedro colocou uma música que ambos gostavam e foi-lhe contando detalhes da sua vida dos últimos meses. Pelas gargalhadas dos dois ninguém diria que estiveram tanto tempo longe um do outro. A conversa fluía tão bem que quando chegaram ao destino continuaram a conversar e nenhum dos dois tinha vontade de se ir embora. Inês tomou a iniciativa de se despedir dele com um beijo no rosto.

Ups… acho que acabei de te tatuar uns lábios vermelhos no rosto. Deixa ver se consigo tirar…

E nisto, Pedro coloca a mão na perna de Inês e aproxima a sua boca dos seus lábios carnudos e vermelhos. Ficam assim, olhos nos olhos, perdidos um no outro até que os seus lábios se tocam e Pedro faz deslizar a sua mão pela parte interior das suas coxas, levantando-lhe assim o vestido preto que ela trazia vestido… Com a outra mão na sua nuca e cabelos puxava-a para si e numa explosão de emoções sussurra-lhe ao ouvido o quanto é doido por ela. Inês tira-lhe a camisa e com os dentes segura-lhe a gravata, e ele completamente doido por estar dentro dela fez descer-lhe o vestido caindo pelos ombros e, deixando os seus seios à sua mercê, agarrou-os sem hesitações e passando os dedos na boca dela, molhou-os, e contornou-lhe o corpo com a ponta dos dedos enquanto ela lhe mordia o pescoço e lhe dizia que queria para casa com ele. Ele aperta-lhe o vestido, veste a camisa, fecha o carro. Pega nela ao colo e continuam com as bocas fundidas uma na outra até entrar em casa. Bateu a porta e, com ela ao colo, levou-a até ao quarto, despiu-a, virou-a de costas para si, agarrou-lhe os cabelos longos e entrou dentro dela fazendo-a gemer com ele, aproveitando cada fração de tempo que o universo lhes teria concedido.  

 

 

 

 

7 comentários

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    Inês

    02.03.20

    Boa questão Não diria agressividade mas sim tentei passar a mensagem de alguém que tem uma postura esquiva inicialmente. Gostaste?
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    Danny the Fox

    02.03.20

    Fiquei com a ideia de que já havia uma história anterior e algum ressentimento não resolvido. A interpretação de um texto depende sempre das duas partes, o escritor e o leitor... O que tu visualizas ao escrever não é exactamente aquilo que a minha imaginação vai desenhar na minha cabeça.
    Sim, gostei. Mas consegues fazer melhor... consegues dar (ainda) mais intensidade.
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    Inês

    02.03.20

    Obrigada. Não sei se consigo fazer melhor mas espero conseguir .
    Obrigada por leres .
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    Danny the Fox

    02.03.20

    Não sei no que te baseias para escrever. Experiências próprias, espero...

    Não refiras apenas as sensações e emoções, descreve-as. Faz-me senti-las, obriga a minha mente a ir buscar as minhas próprias experiências e fantasias e a saboreá-las nas tuas palavras...

    Por outras palavras e em cámone: mindfuck me!

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    Inês

    02.03.20

    "Mindfuck me" ...Gosto!
    Já consegui em algum texto fazer-te sentir alguma coisa? Ou vá, fazer-te recordar alguma experiência tua?

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    Danny the Fox

    02.03.20

    Hehe

    Claro que sim. Gosto especialmente deste texto, bem como do "Devagar". Por... razões.

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