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Amor, Sexo e Erotismo

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Sozinhos em casa #2

22.04.20 | Inês
Mania de ser engraçadinho, agora amanha-te! - ria-se de si mesmo enquanto colocava os copos largos de pé alto na mesa onde se demarcavam dois lugares, de frente um para o outro.
Não era um cozinheiro experiente, mas felizmente ao longo do tempo, tinha aprendido uma coisitas que até lhe permitiam encarar a noite com a certeza de que não iria sair furada a sua tentativa de a agradar com um jantar romântico.
Deu uns passos atrás e olhou a sala.
O candeeiro de pé alto com abajur enorme, bem como o castiçal solitário portador da única vela esguia, vermelha, irmã de outras semelhantes mas essas cor de chocolate, quadradas e pesadas, aglomeradas num cantinho ao pé da aparelhagem de som, conferiam ao espaço um ambiente quente e acolhedor.
Deu uma última espreitadela ao forno. Retirou o Papa Figos da prateleira para de seguida o deixar a respirar.
Estava tudo pronto.
Tinha optado por umas jeans azul escuras confortáveis e aquela camisa bordeux aveludada que, sabia ele, a deixaria logo com vontade de tirar, sobretudo quando as partes sensoriais dela dessem pelo Burberry, amadeirado e suave, que ele colocara depois do duche.

Bolas! Falta a música...- Rapidamente encontrou o cd que queria.
Chasing Cars tomou conta do ar expectante.
Nove e sete.
As velas davam largas às suas chamas.
O intercomunicador soou. 

Consegui vê-la pela imagem no intercomunicador e mesmo sem grande pormenor, pensou - Está tão bonita...Como sempre...
Ao abrir a porta e deparou-se com ela de cabelo comprido solto, vestido preto até aos joelhos, decote em V atrevido, toda ela envolvida por um casaco comprido, também ele negro, tipo felpudo.
E claro, não pode deixar de reparar nas sandálias de salto alto, fino.
Estava deslumbrante, sensual e tão elegante, com aquele sorriso maroto que o deixa a viajar... 
"Estás lindíssima Inês...Entra..."

Beijou-o no rosto, sentindo os lábios quentes dele na sua própria face, fazendo-a desejar que aquele cumprimento durasse mais tempo. 

"Não acredito... esta música? Velas...Tu...és mesmo uma caixinha de surpresas.!" - soltava a primeira gargalhada da noite, quebrando o gelo quente que o momento tinha originado.

"Gostas?..não está muito...sei lá...puxado ao lamechas? "- e ele ria-se com ela, vendo-a a passar revista ao cenário que criara, claramente, para a receber.
 
"Sim...muito! Gosto mesmo muito...acredita..." Olhava-o intensamente, demoradamente.

"Tens frio?"
 
"Frio? Não porque dizes isso?"

"Porque...ainda estás com o casaco vestido..." 

Sorriram e olhavam-se de forma cúmplice...atiçando...provocando.

"Chega aqui..Deixa-me ser cavalheiro. Guardo o teu casaco e a bolsa!"

"Acho bem...Obrigada..."

" Hmm...tão gentil que tu és miúda..." - ria-se.
Mas, ao ajudá-la a tirar o casaco, literalmente perdeu o pio...
Enquanto o fazia deslizar pelos ombros, desviando subtilmente o cabelo dela, tocara-lhe inadvertidamente com as pontas dos dedos nas costas que se tinham revelado totalmente expostas, até à cintura.
 
Já sem o casaco, ela voltou-se para ele e por breves instantes ficaram a olhar profundamente nos olhos um do outro.
Ele tinha a certeza que ela lhe lia os seus pensamentos - como gosto de ver te de cabelo solto, esses teus lábios que só me apetece beijar, o decote que escolheste trazer...sem soutien...seios voluptuosos à solta, ávidos do meu toque...
 
 Tornou a dizer-lhe, a voz algo melada - "Como estás linda Inês..."

Sorriu-lhe, e ele podia jurar que corou - "Também não estás nada mal..."
E com isto, aproximou-se dando-lhe um novo beijo, enquanto pousava uma mão na outra face, apercebendo-se do aroma dele, levando-a a suspirar audivelmente.

"Bem, aceitas um drink? Martini Bianco ou Moscatel fresquinho? - perguntou-lhe. "A bebida quente fica para daqui a bocado, não achas melhor?"

Foi sentar-se na pontinha do sófá e ficou a vê-lo desaparecer daquela divisão a rir-se.
"Sim, pode ser o Martini..."

Sim...pode ser mesmo! - estava em brasa, sentia até os pés como que a transpirarem nas sandálias e o perfume, agora, parecia-lhe exageradamente forte.
Não era habitual ficar daquele jeito, não se deixava levar com facilidade.
Tinha a noção clara que o que estava a sentir naquele momento, naquele lugar, à espera que aquele homem voltasse para jantar...era...diferente.
Estou tramada! E agora??
 

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